Yu-Gi-Oh! Uma viagem no tempo

Yu-Gi-Oh! Uma viagem no tempo

Eai pessoal! O novo artigo traz um pouco de história, nele falaremos sobre alguns dos Decks mais poderosos que tivemos em Yu-Gi-Oh! ao longo do tempo, Decks que compuseram o Tíer 1 ou 0 enquanto puderam. Sabe aquele Deck que ninguém conseguia bater? Aquele Deck que tinha saída para tudo e ainda trazia monstros que acabavam com seus LP num piscar de olhos? Pois bem, vamos relembrá-los com uma dose de nostalgia.

Para quem ainda não é familiarizado com o vocabulário, os Decks costumam ser divididos em Tíers que representam o “poder” do Deck mediante ao atual formato. Quanto melhor um Deck se sai contra outros, mais próximo do Tíer 1 ou 0 ele se aproxima.  Quando o Deck  se torna ignorante, batendo em todo mundo, ele é considerado Tíer 0, sacou?!

Como os Tíers se alteram?

O Yu-Gi-Oh! Possui rotações bem conhecidas pelos jogadores. Elas são influenciadas por como os Decks estão se saindo e costumam trazer certo equilíbrio ao jogo quando instauradas, estamos falando das Banlists que rolam pelo menos 2 vezes por ano (salvo quando é necessário uma Banlist de emergência).

Vamos agora conferir alguns Decks  que marcaram muitos duelistas, seja por orgulho ou por medo. Eles todos fizeram parte da história dos duelos e sofreram com o tempo/Banlist para deixar o seu posto…

No princípio era o Caos

Começaremos nossa viagem em 2004, época em que a ordem não fazia parte do progresso do jogo e o Chaos reinava nos duelos de Yu-Gi-Oh! Logo no início do ano tivemos o lançamento de Invasion of Chaos e foram os monstros dessa coleção que notoriamente dominaram o cenário competitivo.

Chaos Emperor Dragon  e Black Luster Soldier eram imbatíveis pois, tinham poder de ATK e eram fáceis de serem invocados. Os Decks costumavam contar as melhores Staples do momento e ainda monstros DARK e LIGHT para ajudarem a trazer as principais armas do Deck.

O Deck era tão poderoso que se manteve imbatível mesmo com o lançamento de 2 outras novas coleções daquele ano e para que surgisse algum tipo de equilíbrio no jogo, tivemos a primeira Forbidden List no jogo, lançada em outubro daquele ano. A lista afetou cartas essenciais como Chaos Emperor Dragon, Yata-Garasu e Raigeki. O Deck faturou o World Championship de 2004 com a seguinte build:

Gênesis das invocações Synchro

Nossa próxima parada é em 2008, ano em que tivemos a estreia da invocação Synchro com a coleção Yu-Gi-Oh! The Duelist Genesis. Essa coleção deu uma nova coloração ao Extra Deck que era completamente roxo e criou o Deck conhecido como Tele-DAD.

O Deck era composto do Deck Return DAD (que tinha como principal estratégia invocar o Dark Armed Dragon o mais rápido possível, invocar os monstros banidos com Return from the Different Dimension e destruir tudo que existisse pela frente), da engine Destiny Hero e da combinação entre Emergency Teleport e Krebons (que facilitava invocações Synchro). Se liga então na build que venceu um campeonato da Shonen Jump:

Tele-DAD foi soberano no cenário competitivo entre meados de setembro de 2008 e março de 2009. Só para contrariar, o Deck sofreu limitações nas suas principais cartas como o DAD, Emergency Teleport. Com isso Tele-DAD perdeu totalmente suas forças e deixou de ser protagonista.

A era do Dragões

Em maio de 2013 tivemos o lançamento de Lord of the Tachyon Galaxy que marcou a história de Yu-Gi-Oh! Com os Dragon Rulers. Eles são dragões de nível 7 que podiam se invocar da mão ou cemitério, contanto que você banisse dois outros dragões ou monstros do mesmo atributo que o Dragon Ruler.

Eles possuíam ainda uma habilidade que permitia que você os descartasse e outro monstro do mesmo atributo da sua mão; para finalizar eles permitiam que você buscasse outro dragão do mesmo atributo quando eles eram banidos. Esses fatores todos combinados criaram um dos Decks mais consistentes e poderosos que já existiu.

Os Dragon Rulers facilitavam a invocação de monstros como Mecha Phantom Beast Dracossak e Number 11: Big Eye que davam o poder de destruir e roubar monstros do seu oponente, abrindo o caminho para atacar os LP. Sacred Sword of Seven Stars, Super Rejuvenation e Gold Sarcophagus davam um incrível poder de compra ao Deck e com as versões menores de cada um dos Dragon Rulers eles implantaram um reinado nos duelos de Yu-Gi-Oh! faturando o World Championship 2013.

Performage Permopals!

O último Deck do nosso artigo é o Pepe; um Deck que surgiu no final de 2015, com o lançamento da coleção Dimensions of Chaos. A coleção trouxe os Majespecter e Kozmo, mas foi o Pepe que se destacou, unindo Pendulum genéricos e estratégias variadas.

Performage Plushfire e Luster Pendulum, the Dracoslayer comandavam as jogadas principais do Deck, servindo como principais escalas pêndulo para as invocações do Deck. Pepe contava também com a conhecida estratégia Brilliant Fusion que trazia Gem-Knight Seraphinite que por sua vez tornava ainda mais fácil enviar Performage Damage Juggler ou Trick Clown para o GY. Trazer do Extra o Synchro Ignister Prominence the Dracoslayer era uma das prioridades do Deck, já que ele removia cartas do campo sem fazê-las de alvo. Confira uma Decklist de quando Pepe reinava por aí:

Fazer OTKs era algo fácil para o Pepe, pois suas jogadas facilmente preenchiam o campo de monstros que progressivamente davam lugar a monstros do Extra Deck, com eles o Deck limpava o campo do oponente e desferia duros golpes aos LP’s. O Deck também sofreu muitas baixas com Banlists e perdeu toda a eficiência que lhe colocava entre os melhores.

Essa foi nossa viagem no tempo, passando por alguns dos Decks mais poderosos que tivemos. Qual outro Deck além desses você lembra que deu o que falar? Lembra de algum por bem ou por mal? Então conta pra gente!

 

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