Yu-Gi-Oh! A trajetória Parte 2

A trajetória de Yu-Gi-Oh! Parte 2 – GX e 5D’s

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No post anterior nós falamos sobre os primórdios de toda a franquia Yu-Gi-Oh! com o mangá original, os animes baseados nele e um pouquinho do surgimento dos cards. Agora, continuando a comemoração dos 20 anos, vamos falar sobre Yu-Gi-Oh! GX e Yu-Gi-Oh! 5D’s e a forma como eles afetaram o card game.

Yu-Gi-Oh! GX

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Em outubro de 2004 começava Yu-Gi-Oh! GX (Generation neXt), uma continuação direta de Duel Monsters que se passava na mesma cidade, Domino, e contava a história de Jaden Yuki, um jovem duelista cujo sonho era entrar para a Academia de Duelos fundada por Seto Kaiba. No primeiro episódio Jaden corre rumo aos exames de admissão da academia quando esbarra com Yugi na rua. Este então lhe presenteia um card do Kuriboh Alado, dizendo que lhe traria sorte. Após um duelo de admissão contra um forte instrutor da academia, Jaden consegue, por fim, ser aceito e todas as aventuras do anime de passam nela.

Esta série é ao mesmo tempo odiada e amada pelos fãs, provavelmente por seu clima mais bobo se comparado ao Yu-Gi-Oh! Duel Monsters. Mesmo os vilões da primeira metade do anime não parecem uma ameaça de verdade. Entretanto, a partir da segunda metade a história cria um clima mais pesado, nós vemos Jaden se tornando mais sério devido ao peso das consequências de seus duelos para salvar o mundo e seus amigos. Surgem elementos místicos semelhantes a Yu-Gi-Oh! Duel Monsters e o enredo se torna mais sólido. Essa transformação é o que divide opiniões.

Yu-Gi-Oh! GX no Card Game

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A primeira coleção acompanhando o novo anime foi The Lost Millenium, que também foi a primeira expansão a não apresentar o Yugi na arte dos boosters.

Yu-Gi-Oh! GX trouxe ao card game estratégias mais concisas, continuando o foco em arquetipos que foi surgindo ao longo das coleções anteriores e se mantém até hoje. Também foi nessa época que surgiram os primeiros decks estruturais, o que ajudou os jogadores a aprenderem mais facilmente como criar um baralho em torno de um tema.

Ao longo da era GX o jogo deu um papel muito importante para as fusões, principalmente graças aos Elemental Heros utilizados pelo protagonista. Um deck meta da época, do qual os jogadores mais tem saudades, era o Gladiator Beast, ele realizava fusões sem a necessidade de polimerização, o que era uma grande evolução naquele tempo.

Yu-Gi-Oh! Mangá GX

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Yu-Gi-Oh! GX também tem um mangá. Este é bem curtinho comparado ao mangá da série original com apenas 9 volumes. Apesar de começar de forma semelhante, possui uma história bem diferente do anime e apresenta alguns cards inéditos que foram lançados como promo. Foi publicado no Japão e nos Estados Unidos.

Yu-Gi-Oh! 5D’s

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5D’s foi lançado em abril de 2008 e se passa muitos anos no futuro na mesma cidade dos dois animes anteriores, agora chamada Neo Domino. A impressão inicial foi um pouco negativa devido ao estranhamento causado pelos duelos em motocicletas, mas isso logo passou graças a história sólida e as personalidades marcantes dos protagonistas.

Yusei Fudo é um hábil duelista que vive em Satellite, uma periferia separada de Neo Domino pelo mar. A única conexão entre as duas é um duto através do qual todo lixo da cidade luxuosa é despejado em Satellite.

A história é mais séria com o sonho que Yusei tem de construir uma ponte entre as duas cidades, acabando com essa desigualdade social e melhorando a qualidade de vida dos seus companheiros de Satellite. Para conseguir isso ele segue até Neo Domino através do duto, a fim de enfrentar Jack Atlas, seu antigo grande amigo que roubou seu precioso card, Stardust Dragon, e se tornou o Rei dos Jogos na grande cidade. Elementos místicos também surgem neste anime acrescentando maior complexidade à história.

Yu-Gi-Oh! 5D’s no Card Game

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A primeira coleção acompanhando o novo anime foi Yu-Gi-Oh! The Duelist Genesis. Ela trazia não só um novo tipo de raridade (Ghost Rare), como também introduzia a primeira mecânica nova de jogo desde seu lançamento: as invocações Synchro.

Nesta era o Deck de Fusão passava a ser chamado de Extra Deck, incluindo os novos monstros de cor branca e invocação baseada em níveis. Esta foi uma grande mudança do jogo e rapidamente decks centrados em invocação Synchro passariam a ser campeões ao redor de todo o mundo.

Também naquele tempo arquetipos estavam mais em alta do que nunca, firmando de uma vez por toda o rumo que Yu-Gi-Oh! tomaria desde então. Grandes favoritos como Lightsworn, Blackwings, X-Saber, dentre outros, surgiram nesta época. Destaque para os Gravekeepers que, contra todo o metagame da época, ressurgiu dos primórdios de Yu-Gi-Oh! para encarar os Synchro sem nem mesmo precisar de um extra deck.

Yu-Gi-Oh! Mangá 5D’s

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Sim, Yu-Gi-Oh! 5D’s também ganhou mangá. Exatamente como Yu-Gi-Oh! GX ele é bem curtinho com apenas 9 volumes e sua história difere do anime trazendo cards inéditos que também foram lançados como promo. Foi publicado no Japão e nos Estados Unidos.

 

E aqui acaba a nossa Parte 2. O que acharam? Estão gostando?

Na próxima semana iremos falar sobre Yu-Gi-Oh! ZeXal e Yu-Gi-Oh! Arc-V, também mencionando o seu impacto no card game.

 

Por Raphael Barbosa

Fonte: http://yugioh.wikia.com/

Um comentário

  1. O 5D’s foi muito bom para o Yu-Gi-Oh! por introduzir essas novidades que deram mais sentido e direcionamento ao jogo, por mais que eu ainda não tenha visto muito sobre a fusão synchro, o pouco que eu vi foi até que bom…

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