Saiba como o Pokemon Pidgey prova a teoria da evolução de Darwin

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No mundo dos Pokemon, onde todos os pocket monsters evoluem como se fosse mágica, é difícil imaginar que seria possível usar as criaturinhas como exemplo de teoria científica, não é?

Não estamos insinuando que os animais na natureza evoluíram de um instante para o outro, depois de ganhar XP suficiente, mas que a teoria de evolução de Darwin está muito presente no mundo dos Pokémon, isso está! Quer descobrir como? Então acompanhe-nos nesse post um tanto bizarro, mas muito divertido!

Metamorfose versus evolução

Antes de começar a explicar como a evolução de Darwin aparece nos Pokémon, precisamos tirar uma pedra do caminho: as evoluções da série e dos games são, na verdade, metamorfoses, isto é, a mudança completa de forma, estrutura ou natureza.

Os dois tipos mais comuns de metamorfose são:

  • A completa, como é o caso da lagarta que usa um casulo para virar borboleta;
  • e a incompleta, que é quando os animais recém-nascidos possuem já alguma característica do adulto e, ao crescer, passam por fases que os modificam até chegarem à forma adulta, como, por exemplo, os girinos que viram sapos ao crescerem.

Será coincidência o fato de existirem esses dois tipos de evolução nos pokémons, como o Caterpie, que muda totalmente de forma para virar uma Butterfree, e como o Poliwag vira gradualmente um Poliwrath?

De qualquer jeito, o que precisa ficar claro antes de começarmos a falar de Darwin é que, quando dizemos “evolução” no mundo Pokémon, estamos nos referindo a essas metamorfoses, enquanto, na teoria do cientista inglês, esse processo é bem mais lento, como vamos explicar abaixo.

O que é exatamente a teoria de Darwin?

Já vimos que os pokémons individuais se transformam por forma de metamorfose, mas o mundo e a série toda pode ter evidências de evolução Darwiniana!

A teoria da evolução, mais conhecida como a teoria da seleção natural, afirma que todos os animais possuem um ancestral em comum, e que, ao longo de muito tempo, pequenas mutações ocorrem nos seres vivos, ajudando ou atrapalhando as suas chances de sobreviverem e se reproduzirem. Será por acaso que  a descrição do Mew nos jogos Gold e Silver diz que esse pokémon compartilha DNA com todos os outros?

O que acontece para Darwin, portanto, é que às vezes algum tipo de mutação é favorecido em determinado ambiente — como, por exemplo, ter um pescoço longo em uma floresta onde a comida fica em árvores super altas —, por isso as espécies que têm essa vantagem acabam prevalecendo sobre as outras. Entendeu?

Mas onde entra o Pidgey nisso tudo?

Vamos lá: supondo que todos os pokémons atuais são descendentes do Mew, evoluindo — ou sendo “naturalmente selecionados” — para serem mais compatíveis com o seu habitat, isso significa que, se formos capazes de encontrar pokémons com características que lhes permitem viver melhor em sua respectiva região, teríamos achado a prova de evolução, assim como Darwin achou os famosos Tentilhões nas ilhas Galápagos (passarinhos que, ao migrar para ilhas onde o ambiente e as fontes de alimento eram diferentes, sofreram seleção natural de mutações com bicos e outras características adaptadas às condições de seu novo lar).

É aqui que o Pidgey entra na história! Depois do Pikachu, ele é o pokémon mais reconhecido. É um pokémon básico da primeira geração da série, que se passou em Kanto. Nesse mapa, a natureza é formada predominantemente por planícies e pradarias, ou seja, um bioma com árvores baixas e bem espalhadas, com solo mais seco e duro.

Ou seja: um pokémon pássaro, como o Pidgey, seria obrigado a cavar e ciscar o chão para achar comida. Você se lembra de suas garras grandes, com unhas afiadas, e bico curto, perfeito para um pássaro que não só vive no chão, mas até chuta terra nos oponentes para se defender? Pois é, o Pidgey é então super adaptado a Kanto!

Quer mais exemplos?

Que tal o Taillow, da terceira geração? A Pokédex indica que ele voa até 290 km por dia, uma distância incrível, mas quando olhamos o seu habitat natural, vemos o porquê disso: ele é encontrado somente em Hoenn, que é basicamente um monte de ilhas, sem muitos lugares onde um pássaro pode descansar. E, mais uma vez, seu visual mostra isso: corpo pequeno, asas gigantes, garras curtas… tudo feito para longas horas de vôo.

E aí, está convencido? Existem muitas outras evidências da teoria de Darwin no mundo Pokémon, inclusive nas evoluções dos monstrinhos citados acima, e não apenas nos pokémon pássaros! Quais outros você consegue achar? Conte qual e por que nos comentários!

 

Imagem de destaque por: www.ligapokemon.com

http://www.ligapokemon.com/2009/07/evolucao-pokemon-pidgey.html

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